Comentário sobre Um homem com uma câmera (1929)

Por onde começar?É uma experiência da memória imagética que, agora, tantos anos depois, se transforma em memória e fonte histórica. Estão lá a valorização da coletividade, da indústria, de uma tentativa real da construção da utopia. A técnica de Vertov apenas valoriza ainda mais as imagens e o retrato construído pela montagem. https://youtu.be/BtTlgxtoqhg?si=rGMGnYtgv3TWgBcv&t=6

Comentário sobre Napoleão (2023)

Longe de ser ruim, mas a sensação contínua é de que é incompleto. Falta muito peso as questões políticas, as quais foram substituídas por um sentimentalismo pouco trabalhado. Existem momentos em que é brilhante, mas são poucos. Teria sido melhor se fosse um filme de 4 horas ou uma mini-série. https://www.youtube.com/watch?v=EI_4r-zM4c8

Testemunho

Existe passado sem testemunho? Existe história sem testemunho? Não havia trabalhadores no mundo até Brecht testemunhá-los. Onde estavam? No passado, mas não na história. História e passado não são a mesma coisa.

Pensando a educação 2: o compromisso

A realidade é dura, cruel, mas também é o que existe. Qualquer idealismo superficial não resiste a ela. As condições precárias da educação não nasceram ontem nem anteontem. Salas superlotadas, materiais defasados, alunos desinteressados e sem perspectiva — tudo isso já faz parte da paisagem do ensino há décadas. Talvez seja justo dizer que o … Continue lendo Pensando a educação 2: o compromisso

Pensando a educação 1: plataformização, ciclo neoliberal e uberização docente

Diversos fatores, a começar pela plataformização do ensino, impõem um formato engessado, onde o docente tem sua liberdade de cátedra restrita. A aula plataformizada carece de identidade, subjetividade, e o professor vê seu papel reduzido a aplicador mecânico, quando não transformado em tutor de crianças e adolescentes. O que se esconde na promessa de uma … Continue lendo Pensando a educação 1: plataformização, ciclo neoliberal e uberização docente

Resenha ->Infância, de Graciliano Ramos

Publicado em 1945, Infância é uma autobiografia do período de infância de Graciliano Ramos. Todavia, o estilo lírico, ainda que cru e conciso, faz da leitura algo próximo de um romance ou coletânea de contos e crônicas, onde cada capítulo avança um pouco mais na história do jovem herói. Como lhe é característico, existe um … Continue lendo Resenha ->Infância, de Graciliano Ramos

Lamento

Tento fixar em mim um lembrete permanente: não deixar os erros do passado determinarem o futuro. Ah se as coisas fossem tão simples. Ah seu pudesse voltar atrás... É impossível tudo o mais de bom que dure possa durar. Embriagado de lucidez eu lamento a impossibilidade do imaginário, do imaginado tornar-se real. Só lamento porque … Continue lendo Lamento